Medo objetivo: Proveniente de uma experiência não agradável vivenciada pela criança em consultório odontológico ou em ambiente semelhante. Pode ser direto quando a experiência negativa é vivenciada em consultório odontológico/tratamento dentário ou indireto quando a experiência negativa vivenciada em local semelhante como: médico, hospital, vacina.
Medo subjetivo: Ocorre quando as crianças ouvem falar de experiências desagradáveis vividas por adultos, amigos ou crianças em consultório odontológico.
Principais origens do medo e da ansiedade
- Temores dos pais
- Falta de recursos econômicos
- Limitação do profissional
- Primeira vez ao dentista
- Experiências negativas em consultas anteriores
Ambiente do consultório:
Criar um ambiente familiar para criança. Utilização do lúdico. O ambiente deve ser: Organizado e limpo; Com boa luminosidade e sem exageros; Não deve oferecer riscos à criança (ex. objetos pontiagudos, tomadas acessíveis, objetos pequenos que podem ser colocados na boca, etc.).
Orientação aos pais:
Lembrar aos pais que tudo o que, eles sentirem, o se filho vai sentir, por isso, os pais devem ficar calmos e seguros para transmitir segurança ao seu filho. Antes de começar o tratamento, pense em músicas e desenhos que o seu filho goste para cantar para ele e distrai-lo. Falar sempre coisas positivas: ex. “mamãe está aqui”, “papai te ama”, “seu dente está ficando bonito”, “o bicho está indo embora”. Não falar coisas negativas: exemplos: sangue, agulha, cortar, machucar, picada.
Primeira consulta odontológica:
fazer a anamnese e orientação aos pais/cuidadores sobre cárie, dieta, mamadeira, chupeta, escovação e uso apropriado de dentifrício. Condicionamento do comportamento da criança através da aplicação de técnicas de manejo. Procedimentos: orientação de higiene oral, fazendo os pais realizarem a higiene para o dentista ir corrigindo, ensinando técnicas de contenção e de escovação e dar o prêmio de “bom comportamento”. É importante que se faça somente procedimentos indolores e não demorados para a criança sair da 1a consulta só com lembranças boas.
Cuidados com a criança
- Respeite
- Mostre interesse na criança como um indivíduo
- Forneça instruções exatas
- Comunique-se ao nível da criança
- Reforce o positivo
- Mostre sensibilidade
- Iniciar pelos procedimentos mais simples/ urgências
- Recepção acolhedora
- Receber a criança sem máscaras/gorro/luvas
- Conversar com os pais e esclarecer procedimentos
- Familiarize a criança em relação aos equipamentos
Equipamentos


Técnica não restritivas presença/ausência dos pais:
A presença dos pais é negociada com a intenção de obter a colaboração da criança no tratamento. Mas cada vez mais se estabelece a preferência pela presença dos pais. Indicação: crianças não colaborativas. Contraindicação: menores de 03 anos.
Técnica não restritivas falar – mostrar – fazer:
É um método utilizado para iniciar a criança no atendimento odontológico. Consiste em explicar os procedimentos ao paciente (FALAR), demostrar como os objetos funcionam e que reações provocam nos aspectos visuais, auditivo e olfativo (MOSTRAR) e finalmente realizá-los (FAZER). Indicação: todas as faixas etárias.
Técnica não restritivas reforço positivo:
Técnica efetiva ao recompensar o paciente por comportamentos desejáveis e, então, reforçar a recorrência desse comportamento. Pode ser classificado como afetiva: elogios, frases positivas e expressões de carinho ou não afetiva: prêmios e brinquedos. Indicação: todas as faixas etárias.
Técnica não restritivas distração:
É usada para desviar a atenção da criança dos procedimentos desagradáveis por meio brinquedos coloridos, contar histórias, fazer brincadeira, incentivar a criança a visualizar experiências agradáveis ou cantar músicas que a criança goste.
Técnica não restritivas modelagem:
É a exposição do paciente a um ou mais indivíduos que mostrem comportamento adequado. Bonecos também podem servir de modelos e ainda auxiliam na distração da criança.
Técnica não restritivas dessensibilização:
Iniciar por procedimentos que não sejam invasivos. Avaliar necessidade de cada paciente nos casos de urgência.
Técnica não restritivas controle da voz:
É uma alteração controlada do volume e tom da voz para direcionar e influenciar no comportamento do paciente. O controle de voz é uma combinação não verbal com a verbal, pois a informação não é transmitida apenas com palavras, mas por contato visual, expressão facial e postura. Técnica não restritivas controle da voz indicação: a partir dos 03 anos contraindicação: pacientes auditivos e menor de 03 anos.
Técnica não restritivas comunicação não verbal:
Reforça e guia o comportamento por meio do contato, da postura e da expressão facial. Tem como objetivo melhorar a efetividade de outras técnicas de abordagem baseadas na comunicação, além de obter e manter a atenção do paciente e do acompanhante. Técnica não restritivas comunicação não verbal. Indicação: pacientes colaboradores e não colaboradores.
Técnica não restritivas ensinar a levantar a mão esquerda:
O levantar a mão esquerda é um sinal previamente combinado para interromper o procedimento. O dentista encerra o procedimento e a criança explica o que está sentindo.
Técnica não restritivas uso do espelho facial:
Com o uso do espelho a criança pode observar o profissional trabalhando, aumentando a capacidade do paciente participar ativamente do tratamento. Evitar quando for realizar procedimentos invasivos.
Técnica restritiva mão sobre a boca:
É uma técnica de imobilização muito polêmica, dentro das técnicas de abordagem do comportamento. Indicação: 03 a 06 anos Contraindicação: 0 a 03 anos.
Técnica restritiva contenção física (ativa):
Indicação: pacientes que não cooperam, imaturidade, problemas físicos e/ou mentais, fracasso de outras técnicas de abordagem do comportamento, quando houver risco de acidentes para o paciente e/ou profissional. contraindicação: pacientes cooperativos e para aqueles que não podem ser imobilizados devido a condições sistêmicas.
Técnica restritiva contenção física (passiva):
Papoose board, macri (maca especial para crianças), abridores de boca e pediwrap. Os pais devem assinar o termo de autorização de realização de contenção física se necessária. Explicar que a contenção é para garantir a segurança da criança e da equipe e garantir a qualidade do serviço realizado.
Técnica farmacológica analgesia / sedação consciente:
É um dos métodos usados para controlar a ansiedade, em que ocorre um grau de depressão mínima da consciência, na qual a capacidade do paciente de manter a respiração espontânea e contínua e responder apropriadamente ao estímulo físico ou comando verbal.
Técnica farmacológica anestesia geral:
Deve ser feita por médico anestesista em ambiente hospitalar, pois as funções vitais do paciente geralmente são alteradas e o acompanhamento pré, trans e pós-operatório deve ser realizado constantemente.
Reações e manejo recomendado

Uma resposta
Sou Cirurgião Dentista, estes resumos, facilitou muito minha vida profissional, pois sempre que tenho alguma duvida,vou ver neles e sempre acho com facilidade. Valeu super a pena.
Obrigado Will.